Mobilidade urbana, Bordado e Liberdade!

Janeiro nem terminou e já fiz tantas aulas legais. Comentei neste post aqui sobre meu início de ano sem férias, e como eu aproveitaria da melhor forma que fosse possível; no meu caso moro em São Paulo e fiz isso visitando exposições e fazendo cursos, que para mim são uma diversão!

Sesc Pompéia um dos meus lugares favoritos em São Paulo.

Fiz duas aulas de bordado, uma com o Bordado Studio e uma com a Primavera de 83. Já conheço as duas e sou fã do trabalho delas. Na aula com a Andréa, minha xará. conversamos um pouco sobre mobilidade e entramos em questões práticas de como funciona as ciclofaixas em São Paulo e como podemos aproveitar melhor o espaço urbano. Além de arquiteta sou urbanista, e gosto muito destas questões relacionadas a cidade, acredito que evoluímos sim, mas temos muito que debater ainda.

   
A aula foi no Sesc Pompéia e é só chegar. Acontecem às sextas e domingos 
de janeiro, das 15h às 18h. Aproveita que tá acabando.

Usamos aquela caneca que sai com o calor. O primeiro Arte foi riscado, 
e decidi pensar melhor na distribuição das palavras.

Depois passamos para a prática. Alguns exemplos de frases foram dados, e eu decidi fazer um jogo de palavras cruzadas, tudo de improviso pois eu não tinha nenhum papel de rascunho. Conhecei a bordar sem planejamento e as ideias foram surgindo. Talvez se eu tivesse mais tempo, teria escrito São Paulo no centro e a partir dele, faria as outras palavras.

Foi tudo feito livremente, as letras estão com tamanhos diferentes, 
alguns contornos ficaram tortos, mas já está 
entre os bordados mais queridos, e homenageia a minha amada cidade, 
pelo seu aniversário de 465 anos!

Enfim, fui bordando e precisei terminar em casa. Decidi que desmancharia a primeira palavra, e escrevi novamente com letra de mão. Gostei! Refiz as demais e no final fiz um skyline da minha ideia de cidade grande, com vários prédios, como Sampa.

No final eu gostei bastante. É um grande exercício para mim começar a fazer qualquer coisa sem planejamento, sem rabiscar uma ideia. Mas é uma boa maneira de ser livre, ser criativo, de não se cobrar tanto. Uma curiosidade, haviam três crianças na aula, uma menina de 8 anos, um menino de 9 anos e uma de 12 anos. E rapidamente eles fizeram seus desenhos.

As demais pessoas ficaram encantadas, até uma senhora falou que as crianças de hoje são mais criativas. Eu descordo, eu acho que todas as pessoas são criativas, não importa a época, a diferença é que as crianças não se julgam, elas vão e fazem. Não se intimidam diante de uma folha em branco. Quem leu o Pequeno Príncipe deve se lembrar do desenho da cobra comendo o elefante, que quando ele mostrava aos adultos, todos diziam que era um chapéu. Pois é, perdemos um grande desenhista que parou de criar depois do julgamento dos adultos. Pensem nisso!


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