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Dicas do Centro de São Paulo - Como Aproveitar Seu Dia

Não estou de férias e por isso tento me distrair de outras maneiras, que vão muito além de pisar o pé na areia e sentir a brisa do mar. Neste post sobre a exposição Biblioteca à Noite, eu falei que estava selecionando alguns cursos para fazer nas unidades dos Sescs. E o de bordado com a querida Andressa foi o primeiro.

Bordado pronto. Adorei a cartela de cores escolhida.

Eu trabalho em casa, e por isso quando saio procuro aproveitar o dia e fazer outras coisas também. O curso era no centro, no Sesc 24 de Maio às 14h, por isso decidi sair mais cedo e comprar material na 25 de Março. Cheguei por volta das 10h e passei no Shopping Light para tomar um café. E aqui já começam as minhas dicas, o antigo prédio da Light, é tombado pelo patrimônio histórico, e desde a década de 90 tornou-se um estabelecimento comercial e de serviços. A bela arquitetura da época e os elementos modernos que foram implantados posteriormente, dão o equilíbrio certo ao espaço. Há uma grande variedade de lojas e outlets, além de serviços como a Receita Federal e casa de câmbio. E uma grande praça de alimentação. Particularmente acho confusa a distribuição das escadas, mas é feito desta maneira para que todo o prédio seja circulado pelos visitantes.

Segui pelo Viaduto do Chá - o primeiro viaduto da cidade de São Paulo, obra de grande relevância que foi demolido em 1938 e deu lugar ao que conhecemos hoje. Segui pelas ruas até chegar a 25 de março. Região de comércio popular muito conhecida. Há inúmeros posts e sites sobre ela, e eu não sou uma profunda conhecedora, a cada visita acabo descobrindo uma nova loja.

Dá só uma olhada neste lustre! Que átrio monumental! 

    
Gosto muito de entrar nos edifícios antigos, além de enormes, são revestidos com mármores maravilhosos, tem detalhes de caixilhos, guarda corpos, pisos muito bonitos. Preste atenção a próxima vez que você passar por algum.

    
E essas paredes de madeira? Segundo a monitora, são de jacarandá. Imagino quantas árvores foram demolidas para fazer tudo isso. Ainda bem que atualmente muito coisa mudou.

O antigo e o atual (visto pela janela).

    
Neste ambiente a janela reproduz uma imagem da época, gostei bastante dos ambientes montados como antigamente. Ao lado tirei uma foto do vídeo reproduzido no final, que mostra um pouco do crescimento da cidade.

Mesa enorme numa sala toda revestida em madeira, ambientes preservados como na inauguração do prédio. E os lustres são um espetáculo à parte.

Saindo da 25 de março, passei pela Rua João Brícola e decidi entrar no antigo prédio do Banespa, atual Farol Santander, que é tombado pelo patrimônio histórico, e ainda preserva alguns andares com o mobiliário da época da inauguração. Gostei da forma que foi apresentado, parece que voltamos no tempo e até a "trilha sonora" faz referência a um dia de trabalho num banco antigo. Com ainda era cedo, e tinha algumas horas até começar a aula, optei em fazer o passeio completo. Me surpreendi positivamente com a exposição do Adoniran Barbosa. Muito bonita a cenográfica, e vários ambientes reproduziam épocas antigas. Eu sou admiradora do samba, e dançarina de salão há mais de 15 anos, fiquei com vontade de rodopiar pelas salas.

Cenários da exposição do Adoniran Barbosa. Gostei demais!

              
Tudo de muito bom gosto, praticamente me senti na época antiga. 

      
Esse ambiente estava maravilhoso. Um vagão de trem, com o mobiliário da época, nas janelas tem fotos tremidas, como se o trem estivesse em movimento. E o som reproduzido no local era o mesmo de uma locomotiva, muito legal mesmo!

O ponto forte é a visita ao mirante. São dois corredores opostos, no qual podemos ter uma vista bem ampla da cidade. O dia em que visitei estava bem vazio, mas imagino que nos dias mais cheios deve ser difícil a circulação, já que os corredores são bem estreitos. Alguns pontos icônicos da cidade estão marcados, mas para quem já conhece bem, é divertido reconhecer cada rua, viaduto, edifício. Super vale a visita. Lembrando que é paga.

Gostei da entrada do Mirante. Ao lado direito tem um café famoso, não fotografei.

Uma selva de pedra mesmo.

     
Na foto não ficou certo o Mercado Municipal, estas indicações ajudam as pessoas a se localizarem. Ao lado temos o edifício Martinelli, o vale do Anhangabaú, 
e a av. São João, que parece não ter fim.

Quase meio dia e sigo para o Sesc 24 de maio. Almoçar neste horário é difícil, as filas são imensas, então optei por um lanchinho. Depois fui visitar a exposição do Lasar Segall: ensaio sobre a cor.  Acredito que tudo que a gente vê pode ser inspirador, pode dar ideias, pode te transformar. Sempre vou a museus com o coração aberto, com a certeza que sairei de lá com alguma mudança em mim.

Subi até a sala dos cursos uma hora e meia antes, e quase não consigo a vaga. Pois é, época de férias, Sesc no centro da cidade, e bordado que anda super em alta, foi por pouco. Meia hora antes do início liberaram as senhas e pude ir até o café da piscina, comprei mais um lanchinho e já desci para o curso. Assim que o Sesc inaugurou eu fiz vários posts sobre ele, dá uma olhada aqui. 




Escolhi uma cartela de cores diferente, com tons de prata e dourado. Recebi muitos elogios das minhas colegas de turma. Muitas vezes partimos da cor padrão, neste caso 
coração = vermelho e não nos damos chance de experimentar. 
Achei boa a ideia que a Andressa deu, para usarmos a cor do zíper 
como ponto de partida para o nosso trabalho. 

A aula foi muito gostosa, já conheço a Andressa do Bordado Studio faz um tempo, mas só tinha feito uma aula com ela. Adorei a minha necessaire, o desenho da aula era um coração com flores. Deixei um espaço para escrever uma frase - não sabia qual seria, mas teria alguma. Foram três horas de curso e saí com o coração quase pronto.


A necessaire veio pronta para ser bordada, mas eu fiz um forro à máquina e
 preguei a mão, gostei muito, não estava feliz com o avesso do meu trabalho.

Depois de um dia gostoso, cheio de boas energias, fiz vários stories mostrando os lugares por onde andei, e para encerrar recebi uma mensagem muito linda, da minha prima querida Lucina, que dizia: às vezes o caminho é mais rico do que o destino, basta ver. E concordei tanto com a frase que decidi bordá-na. E assim fechei esse dia maravilhoso.




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