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Mostrando postagens de Maio, 2019

Sobre Perder o Medo Da Folha Em Branco

Na infância, quando ainda não falamos e nem escrevemos corretamente, usamos o desenho como forma de expressão. E conforme vamos aperfeiçoando a nossa fala e escrita, a maneira livre de desenhar vai ficando adormecida. Tenho pensado muito sobre isso. Pois vejo adultos que travam diante de uma folha em branco, enquanto crianças desenham livremente sem pré julgamentos. E onde erramos? Por que essa forma tão primitiva de expressão ficou lá na infância?     Olha que riqueza essa caligrafia! E as capas encadernadas a mão? Uma mais linda que a outra. Visitei a exposição permanente do espaço Olavo Setúbal no Itaú Cultural,  e essa é apenas uma das maneiras em que treino meu olhar e alimento minha criatividade.  Eu mesma, que desenhava desde criança e me mantive firme na adolescência, cheguei a fase adulta com receio do desenho a mão livre. Acredito que quando começamos a trabalhar, mesmo que seu trabalho envolva criatividade - como no meu caso, a arquitetura - você acaba fo

Toalha de Retalhos e Significados

Estes dias eu estava bem cansada. Venho numa rotina de trabalho muito grande, desde o ano passado, e não tive muito tempo para descansar. Mas o corpo pede...e a mente também. Ficar sem fazer nada não é uma opção, hahaha, gosto de me manter ativa, e para mudar um pouco o que produzo para a loja, encarei uma colcha/toalha de retalhos. Queria ter tirado uma foto no parque, usando minha toalha nova, mas ainda não deu. Ganhei ano passado, da minha querida amiga Camila, uma sacola de tecidos muito especiais, que ela trouxe dos Estados Unidos e nunca mais mexeu. Falei sobre esse presente neste post aqui . Cheguei a usar alguns como forro das necessaires, mas outros já estavam cortados e decidi fazer uma toalha de patchwork, para ser usada nos encontros no parque e piqueniques, que sempre aparecem (e eu acabava levando uma colcha ou lençol velho). Adorei a combinação de estampas , e o verde do avesso.  Camila tem ótimo gosto para tecidos. Esse kit de tecidos cortados eram todos

Oficina de Marcenaria com a Eva Motas

Olha que estou há nessa tal de internet, seguindo muita gente legal e inspiradora. A Eva é uma dessas. Querida baiana, como a minha família, que sempre gostou de um "faça você mesmo", como eu! É designer, jornalista e agora trabalha com marcenaria para mulheres!     Feliz depois de ter terminado minha mesinha linda!     Bancada com os trabalhos em andamento. O mesmo material,  mas cada uma com ideias diferentes. Morando em São Paulo há alguns meses, agora seria mais fácil de nos encontrarmos. Ela abriu algumas oficinas aqui, e consegui me inscrever na de mesa com cabides, oferecida pela Zôdio. O momento de desvirtualizar estava próximo. Gostei do azul...usei uma fita crepe e fui pintando, bem livre. Queria detalhes em branco, mas fiquei com o dourado. O contorno em preto e as bolinhas finalizaram a peça. Taí mais uma peça para minha casa, estou adorando produzir meus móveis. E foi uma delícia! A Eva é muito querida, daquelas que abraça apertado, te

Minha Primeira Blusa Com Lã Natural

Desde que comecei a tricotar roupas, usei fios sintéticos que imitam lã e o 100% algodão. Nos nossos encontrinhos de tricô eu via as meninas com fios gringos, de lã natural, que apesar de lindos, ainda me deixavam receosa. A lã parece mais áspera...que pinica no corpo. E os sintéticos são tão fofinhos. Por isso nunca havia me aventurado a usá-los.     Fotos com a blusa nova. Usei os conhecimentos de topdown do curso da Nat Petry.  O ponto trabalhado eu aprendi no curso com a Cris Bertolucci. Gostei muito do resultado. No nosso amigo secreto eu ganhei dois novelos lindos, da querida Paula Pereira (uma super designer de receitas de tricô, ela é top demais e sai em muitas revistas gringas), e decidi que faria as frentes de um colete, e usaria um tecido nas costas, afinal não tinha fio suficiente.      Presente que ganhei da Paula e me incentivaram a fazer a blusa. Tricotando a fase  final da blusa, já com os fios da Fazenda. Os novelos eram japoneses, de lã natural, 10

Design de Poltrona - Investindo Nos Estudos de Marcenaria

Em 2015 fiz quatro aulas de Marcenaria para não Marceneiros , e desde então venho buscando cada vez mais entrar neste mundo maravilhoso do reaproveitamento de materiais. Este semestre estou fazendo um curso muito legal de design autoral de poltrona. Não vamos usar madeiras de descarte, e o foco não é para o corte da madeira, mas sim para o projeto. Ainda num lugar provisório e talvez eu troque a ráfia por uma corda mais macia. Logo na primeira aula fomos apresentados a duas poltronas bem diferentes. A primeira, Poltrona Náutica, desenvolvida pelo professor do curso, Alex Tonda e a Krat , super conhecida no mundo do design.              As peças vieram cortadas, mas tivemos que abrir alguns furos,  ou seja, tem um pouco de trabalho braçal sim. Para minha surpresa, e acredito dos meus colegas de curso também, faríamos uma Náutica e uma Krat, antes de fazer o nosso projeto autoral. Imagina fazer três poltronas num mesmo curso? Eu achei incrível, mas claro que muitas pes

De Uma Simples Bolsa de Palha Para Um Presente Com Significado

Recentemente estive no sul de Minas, na casa dos meus tios que estão de mudança para São Paulo. Fui fazer um levantamento dos móveis que seriam reaproveitados na nova casa. Quando abrimos os armários e selecionamos tudo que fica, tudo que é lixo e o que será doado, este é um dos meus momentos favoritos. Sempre encontramos algo perdido/esquecido no fundo de uma gaveta. Olhamos com outros interesses para certos objetos...acho inspirador.     A bolsa é estruturada, escolhi as cores preto, rosa, azul e verde claro.  Contrastam entre si, dão força e leveza a peça. Dentre tantas panelas e eletrodomésticos, minha tia aparece com duas bolsas de palha e me pergunta: - Você quer, filha? E imediatamente me lembrei da minha prima - que havia comentado comigo sobre essa tendência de bolsas de palha customizadas, bem coloridas e divertidas - e respondi que queria sim. Uma borboletinha na parte de trás para dar um charme. O aniversário dela seria em alguns meses, eu tinha um tempo b

Encontro Dia do Amigurumi

Para falar do Dia do Amigurumi preciso voltar no tempo, lá em 2013 quando comecei a fazer aulas de crochê. Aprendi os primeiros pontos com minha mãe na infância e nunca mais fiz nada, o que me fez ter vontade de voltar ao crochê foram duas coisas: um casaco de flores e os amigurumis. Meu conhecimento de crochê era tão básico que eu nem sabia como fazer o circular. E dar o formato tridimensional dos amigurumis então, nem pensar! Ibira sempre lindo! E neste dia estava especialmente mais... Mas o curso terminou e eu continuei sem saber fazer meus amigurumis. O tempo passou e em 2015 descobri um vídeo da Bia - Two Bee - sobre como fazer amigurumis do zero. Fiquei super empolgada e fiz minha primeira esfera. Mas o segundo vídeo demorou um pouco para entrar no canal e eu acabei deixando de lado. Só em 2017 eu fiz o meu primeiro bichinho, e foi com a Dani - THM. Essa introdução foi só para dizer como eu gostaria de encontrar a Bia pessoalmente, e o quanto os vídeos dela foram import