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Senta Que Lá Vem História...

Dezembro chegou e esses dias fui procurar os enfeites de natal. Minha casa é grande, temos um espaço superior, tipo sótão onde guardamos muita coisa (quero mudar isso!); e pra minha surpresa achei uma pasta antiga, com muitos desenhos que usava de molde para fazer a minha própria decoração. E isso me trouxe muitas lembranças...



Pasta bem antiga, com a etiqueta adesiva com bordas vermelhas...Algumas das raridades encontradas dentro dela, uma colagem do presépio e no alto o papai noel no trenó com as renas, abaixo os anjinhos.

Antes de contar sobre os desenhos, gostaria de voltar no tempo. Quem tem mais de 35 anos sabe como era a nossa vida sem computador, sem internet e com tv aberta apenas. Me lembro de gostar muito de desenhar. Tinha vários blocos de canson e canetinhas para me divertir. As referências vinham dos almanacões de férias da Turma da Mônica, das revistinhas de atividades, como a Alegria (nossa, que saudade!).




A revista do Donald é minha, já o almanacão da Mônica usei de referência, não encontrei nenhum dos milhares que tinha...



Encontrei apenas essa revista Alegria. Fiquei tão feliz! Em uma das páginas tinha o desenho de uma meia para escrever o pedido para o Papai Noel, e eu queria o Livro do New Kids on the Block, hahaha, tá escrito lá. E não é que deu certo? Eu tenho ele até hoje.

Na tv me lembro que na Cultura passava um programa chamado Mãos Mágicas. E não é que achei no youtube! Essa internet é demais mesmo! Funcionava assim uma pessoa, ou melhor, as mãos dela, faziam objetos simples, tipo máscaras, sacolinhas, tudo em cartolina, era tão incrível. Eu copiava tudo e fazia em casa depois. Ah, bons tempos...

Os desenhos sempre fizeram parte da minha infância. Por ter pais professores (minha mãe dava aulas e meu pai era diretor de escola) toda vez que ela dava uma atividade de pintura para os alunos, fazia uma cópia para mim. E eu adorava o cheirinho de álcool que ficava na folha. Álcool?! Pois é, com certeza muita gente nunca ouviu falar disso, mas existia um equipamento, uma "impressora" da época, chamado mimeógrafo, que os professores usavam para fazer cópias em grande quantidade. Encontrei um vídeo no youtube explicando como funcionava.

A gente tinha um aqui em casa, mas minha mãe deu para uma prima que também era professora. Naquela época ninguém pensava em guardar essas coisas, mas confesso que queria ele de volta, hahaha.

Voltando a pasta, lá eu encontrei os desenhos "impressos" no mimeógrafo, outros copiados à mão que serviam de molde para fazer o papai noel, os anjos, a árvore. Eram cortados na cartolina e os detalhes colados em papel laminado, papel camurça e algodão. Assim eu transformava e dava vida aos enfeites.



Molde copiado em papel almaço, em cada parte está escrito a cor que deve ser usada para montar o anjo. Ah, que fofura. Como eu era caprichosa! 



As velas foram "impressas" no mimeógrafo e o papai noel está todo desenhado com carbono, pronto para ser transferido para a cartolina. Me lembro de ter feito muitos dele...

Nessa época é comum a gente sentir saudades, relembrar o que passou. Ainda mais que dia 26 de novembro fez 3 anos do falecimento do meu pai. Ainda temos muito dele aqui...

A vida segue, e agora troquei o papel pelos tecidos, e a felicidade mudou, não é melhor nem pior, diferente apenas! Gostei muito de ter relembrado essa época e poder compartilhar com vocês também.







Comentários

  1. Oi, Andrea! Que post delicioso de ler. Cheio de lembranças afetivas, algumas compartilho também, como o mimeógrafo...rsrsrs...Lembro como se fosse hoje as folhas de prova chegando quentinhas e com leve cheiro de álcool. No meu colégio foi assim durante um bom tempo. Um beijo!

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    Respostas
    1. Oi Carina, acredita que só vi seu comentário agora? Eu estou preparando um novo post sobre as revistas crafts e voltei neste aqui. Ah, que pena não ter lido antes...mas estas lembranças são tão boas...vejo que a minha essência continua a mesma. Um beijo pra vc!

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