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Estamparia Manual - Gum Print

Já ouviu falar de gum print? Eu não. Mas durante as inscrições para cursos no Sesc, esse curso me chamou a atenção, tudo relacionado a estamparia manual, tintas e impressões artesanais me interessam.

    

    
Sempre sai uma bolsa de cada curso de estamparia que
 faço. E este modelo ficou bem grande.

O curso foi bem rapidinho, apenas quatro aulas que me deixaram com vontade de estudar e aprofundar mais. Quanto mais eu estudo, mais eu descubro que sei tão pouco. E isso me motiva muito. Estava sentindo falta de um curso como este, onde tudo era praticamente novidade.


Todos atentos vendo a demonstração da professora Helena Freddi, do HF Atelier de Gravura

Gum = cola, print = impressão. Mas como assim, impressão com cola? E foi com essa dúvida que entrei no curso. Vou tentar explicar de forma bem simples, pois é mais fácil entender na prática fazendo os testes, e para falar a verdade, só no último dia tive uma melhor compreensão da técnica.

    
Um vestido branco cercado por fios vermelhos, fazendo uma trama lindíssima.

    
Canoas penduras e cercadas por correntes, luz baixa, ficou lindo demais.

Estas fotos foram tiradas na exposição da Chiharu Shiota, no CCBB no final do ano passado. Não cheguei a fazer post mas mostrei nos stories. Estava linda, muito contraste entre as cores e quando a professora falou para usar imagens assim, logo pensei nelas.

Aqui já estão em preto e branco, com bastante contraste. Nem todas deram certo, nem todas eu fiz a impressão, aliás usei outras imagens, a tentativo e erro é importante.


Um dos testes, na esquerda a foto original impressa em p/b e ao lado o 
resultado obtido com o gum print.

Usamos imagens com grandes contrastes, sempre preto e branco, e com pouco meio tom, ou seja, quase nada de variações de cinza. A imagem deve ser impressa e trabalhada com goma arábica e goma laca (as famosas colas que dão nome a técnica) para "isolar" as partes mais claras da imagem, para que a tinta seja aderida apenas no preto.

Essa impressão foi feita pela Helena, e ficou muito perfeito. A nossa primeira impressão nunca fica legal, precisa de treino para conseguir excelentes resultados.

A impressão pode ser feita no papel ou no tecido, usando uma prensa profissional, não tem como fazer isso em casa de outra forma, mas existem ateliês em que você pode fazer as suas impressões. Todas as fotos que usei foram minhas, gosto muito do autoral, evito ao máximo usar imagens de outras pessoas.

Mais um teste feito pela Helena. A imagem com a goma fica meio amarelada, 
parece aquele efeito de sépia. E como o papel é frágil não é possível usar a matriz muitas vezes.

Para o último dia, fiz um texto usando palavras chaves para mim, que formam o nome do meu ateliê: ARTHÉ. E ficou bem interessante. Levei um tecido para fazer uma bolsa - sempre - e somente agora no início de janeiro consegui costurá-la.

A impressão que fiz no papel ficou bem legal. Vai ganhar moldura e ficará no ateliê.


   
Fiz dois testes no tecido, o primeiro ficou ótimo, mas a outra imagem não, e fizemos uma impressão sobre a outra e no final eu gostei. Fiz até um Arthé bordado a mão.

Quais são seus planos de estudos para este ano? Lembre-se como é importante alimentar nosso cérebro com boas ideias.

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