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Por Uma Vida Mais Vintage

Nunca esteve tão em alta objetos vintage como hoje. E você sabe a diferença entre vintage e retrô? Fiz um post bem bacana sobre isso. Tenho que admitir que recentemente comecei a garimpar essas peças entre meus amigos e familiares, mudando um pouco a minha visão sobre tudo que é antigo.

Como sou arquiteta, além de outras funções, trabalho com a criação ambientes e para isso fazemos (quase) sempre móveis novos. Era chegar na reunião e o próprio cliente estava disposto a se desfazer de tudo que existia e assim mudar a cara da casa com peças feitas exclusivamente para ele. Pouquíssimas vezes algum móvel era mantido sem sofrer alguma alteração.

E posso afirmar que anos de minha vida profissional pensei assim, o que era velho devia ser descartado. No último escritório que trabalhei minha mentalidade começou a mudar. O que podia ser reaproveitado ficaria com certeza na obra, e assim, nos últimos anos, depois que parei de trabalhar em escritórios e passei a ter o meu, absorvi esse conceito e muita coisa mudou.

Hoje aposto na sustentabilidade, no reaproveitamento dos móveis. Muitas vezes o cliente não quer, mas faço minha parte informando, mas de toda forma nada é perdido. Na obra sempre aparece alguém interessado em dar novo uso ao que foi deixado de lado.

Esse cuco é da minha mãe, mas todas as minhas tias (que não são poucas) também tem. Com certeza este objeto marcou uma época e hoje voltou com tudo, claro repaginado, com muitas cores.

Não só com os clientes faço isso, passei a ver com outros olhos os objetos/móveis que minha família tem. E já estão todos reservados, só esperando a hora certa de serem utilizados. As caçambas também entraram na minha vida, rs, parece estranho mas encontramos madeiras ótimas nelas, além de outros objetos, como carretéis de madeira. Estes não ficam em caçambas, mas estão espalhados por ai. E eu consegui os meus!

Já há algum tempo eu estava querendo um carretel para chamar de meu. Pois é, venho tendo várias ideias e acompanhando as pessoas que já os reformaram, mas nada dele aparecer. Na verdade cruzei com um perto de casa, estava na calçada de uma empresa. Chamei meu irmão e fomos até lá. Mas ele era bem grande e pesado, não cabia no carro. Senti em deixá-lo lá e me conformei. Sem desanimar, continuei a busca, avisei meus amigos e familiares e o grande dia chegou. Veio melhor que a encomenda! Foram dois, um bem grande de 1.20 cm de diâmetro e outro menor, de 80 cm de diâmetro. Ainda não fiz nada com eles. Estão reservados esperando o melhor momento. Mas tenho muito a agradecer aos meus primos que conseguiram eles para mim!


Ou seja, se você tiver algum familiar mais antigo, tipo casa de Vó, sabe? Então, tenho certeza que você vai encontrar alguma peça interessante por lá. Mas para quem não tem família por perto, as feiras de antiguidades se espalham por vários cantos do país e é possível garimpar com amigos, amigos dos amigos e achar na rua mesmo. Basta não desanimar!

E você, já experimentou ter uma vida mais sustentável? De dar cara nova aos seus objetos, móveis e até mesmo roupas?

O planeta agradece!



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