Sempre gostei de desenhar. Queria ser uma artista, daquelas que tem um ateliê cheio de tintas e pincéis espalhados, com um cavalete no centro. E é claro, usar macacão com avental respingado de muitas cores. Me expressei profissional de outra forma, mas sempre criativa. Nos últimos anos voltei a pensar no ateliê, na artista e transformei uma cozinha sem uso num espaço criativo. Mas ainda não tinha um cavalete com uma tela no centro. Foi através da costura, do tecer a mão, da estamparia que cheguei as pessoas, assim que elas se conectaram a mim. Peça pronta. Com todos os detalhes que eu havia imaginado. Ano passado recebi um convite para participar de um yarn bombing em Trivento, na Itália. Seria a oportunidade de criar uma peça tecida (escolhi o crochê) e mostrar para o mundo, e fazer parte de um evento lindo, com pessoas de vários países e culturas, mas unidas pelo fazer a mão. Fiquei muito feliz, e ao mesmo tempo ansiosa para escolher o que fazer. Tudo foi feito fre...