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Tour Pelo Centro de São Paulo

Faço parte de alguns grupos de arquitetos, designers e apaixonados pela arquitetura e arte. E sempre leio as mensagens de pessoas de outros estados vindo à São Paulo e em busca de roteiros para fazerem valer a suas visitas.

Mapinha que o ChatGPT gerou. A IA está aí pra nos auxiliar, eu ainda escrevo meus posts, mas uso a inteligência pontualmente. 

É claro que existe um roteiro oficial, mas eu fiz este recentemente, e foi bem tranquilo, com uma pequena caminhada já consegui visitar alguns dos edifícios mais importantes da cidade na região da Sé.

Anote minhas dicas e bom passeio!

1. Catedral da Sé — Praça da Sé

Saindo do metrô de mesmo nome, a primeira parada foi a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção, na Praça da Sé - que não sabia que tinha este nome. É um daqueles lugares que fazem parte da imagem mais conhecida do Centro, mas que vale a pena olhar novamente com atenção aos detalhes da arquitetura. Cheguei cedo, por volta das 9h e a praça ainda estava vazia, o que me ajudou a tirar fotos mais "limpas", sem tanta gente. 

Dia lindo de sol, como era cedo, consegui tirar as fotos sem a presença da multidão que frequenta a praça diariamente. E com relação a segurança, tem uma viatura estacionada bem próximo, e assim tive coragem de tirar meu celular e fotografar, mas sempre com cautela, nessa região não dá para brincar.

Entrei rapidamente e fiz alguns registros, fazia anos que eu não visitava a Catedral, inclusive quero fazer o passeio guiado por dentro dela, está nos meus planos.


Catedral é lindíssima e não deixa a desejar às europeias.

2. Caixa Cultural — Praça da Sé, 111

Dali segui pela própria Praça da Sé até a Caixa Cultural. O edifício abriga exposições e atividades culturais e é uma boa parada para incluir arte contemporânea em meio ao percurso histórico. Fiz um post sobre a exposição do Rembrandt, a que visitei neste dia. 

Vista de uma das salas de exposição.

3. Solar da Marquesa — Rua Roberto Simonsen

Continuamos em direção à Rua Roberto Simonsen, onde fica o Museu da Cidade de São Paulo / Solar da Marquesa de Santos.

O Solar é uma das construções históricas mais interessantes desse trecho do Centro. Segundo o Museu da Cidade, o imóvel, localizado no nº 136 da Rua Roberto Simonsen, é um raro exemplar de residência urbana do século XVIII.

O sobrado rosa é o Solar da Marquesa, e a edificação amarela, a Casa da Imagem.

 
O acesso ao 1o andar estava interditado, mas no térreo tem muita coisa preservada da época, e podemos ver como era uma residência urbana do século XVIII. Depois da Marquesa, o imóvel teve outros usos, e a reconstrução preservou um pouco de cada. A banheira logo me chamou a atenção, o pátio interno, as paredes descascadas. 

4. Casa da Imagem 

A Casa da Imagem fica no número 136-B da Rua Roberto Simonsen, praticamente ao lado do Solar da Marquesa e do Beco do Pinto. Essa proximidade torna o conjunto ainda mais interessante para quem está caminhando pelo Centro: em poucos metros, é possível passar pela arquitetura, pela história e pela fotografia de São Paulo.


Foi uma casa de taipa, depois demolida e construído uma residência de três pavimentos - novamente não pude subir. Já teve muitos usos como escola, sociedade de imigração. E no século XX abrigou alguns órgãos públicos, principalmente ligados à polícia. Em 2011 passou por restauro e se tornou a Casa da Imagem, dedicada à preservação da memória fotográfica de São Paulo. O acervo reúne milhares de fotografias que registram as transformações da cidade.



5. Pátio do Colégio — Praça/Pátio do Colégio

Depois segui para o Pátio do Colégio, um dos lugares fundamentais para entender a formação da cidade. O conjunto está ligado à área onde se iniciou a ocupação de São Paulo e de onde partiram as primeiras ruas do núcleo urbano.

  




O conjunto atual não é simplesmente o edifício original dos jesuítas. O antigo complexo passou por demolições, mudanças de uso e reconstruções. O que vemos hoje foi reconstituído na década de 1970, depois que os edifícios que haviam ocupado o local durante parte dos séculos XIX e XX foram demolidos.





O dia estava maravilhoso, com aquele céu azul sem nuvens, e os ipês floridos, chamando a atenção.

Praça em frente ao Pátio do Colégio e seus muitos edifícios históricos que valem uma nova visita.


6. Exposições realizadas nos Palacetes da Sé, na Rua Roberto Simonsen, 97.

Encerrei meu percurso visitando o edifício Palacetes da Sé, projetado por Ramos de Azevedo em 1919, e que ficou abandonado por muitos anos, e agora, antes de ser reformado, foi cenário das exposições: Apocalipse e Retratos Invisíveis, de Alex Flemming.

A mostra aconteceu de 9 a 30 de agosto de 2026, e infelizmente o edifício não está mais aberto ao público. Ano passado ele foi comprado e a proposta é de ser restaurado e transformado em centro cultural, mas ainda sem data para início das obras.

Este é a segunda construção histórica que visito antes do restauro, a outra foi o Hospital Matarazzo, que se transformou num espaço maravilhoso de arte, lojas, gastronomia, hospedagem (veja o post aqui). 












Estava mais interessada no prédio do que na exposição. Só era permitido visitar o térreo, e mesmo assim foi uma grata surpresa. Mesmo deteriorado, a construção continua lindíssima.

Espero que você tenha gostado. Tem muito mais para ser visitado neste caminho, mas quis trazer aqui exatamente o mesmo percurso que fiz.



 

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