Pular para o conteúdo principal

Papietagem e Papel Marchê - Festa no Sesc

O que você faz para se manter criativa? Eu faço cursos. Só não faço mais por falta de tempo e de dinheiro. Já falei várias vezes aqui no blog que procuro mesclar os pagos e os gratuitos, mas muitas vezes mesmo não pagando os cursos, eu deixo de fazer por ter outras prioridades.

Máscara pronta. A minha ideia inicial era outra, mas conforme fui fazendo 
ela foi se transformando e eu adorei o resultado.

Este ano consegui me inscrever em um curso do Festa, o evento do Sesc mais maravilhoso de todos os tempos. Envolve todas as unidades de São Paulo, litoral e interior. É demais! Estou ainda envolvida com muitos assuntos e logo que as vagas foram disponibilizadas, eu não consegui me inscrever. Mas mesmo assim, alguns dias depois, ainda tive a oportunidade de fazer um curso de 4 dias, com a Marcia Silveira, sobre papietagem e papel marchê.

Um dos momentos da aula, onde todos testam as etapas 
de fabricação do papel marchê.

Você sabe a diferença entre essas duas técnicas? Eu não sabia. Papietagem é revestir uma peça com pedaços de jornal picado e cola. Já o papel marchê, é um processo mais demorado, onde o papel é molhado, picado, misturado com cola e sovado até virar uma massa mais homogênea. E só assim usar para revestir as peças.

   
Duas etapas do peixe, a primeira secagem após a aplicação do papel marchê 
e a segunda a pintura.

Para começar aprendemos com fazer o papel marchê e a cola, e já demos início ao primeiro trabalho: fazer um gato com o miolo do rolo de papel higiênico. Eu não fiz gato, fiz peixe. Aliás é o meu signo amado. O ideal era fazer algumas peças logo no primeiro dia, para que ao final do curso estivessem secas e prontas para a pintura. Consegui fazer um peixe e um rosto de papel marchê, e um espelho de papietagem.

       
Rosto em papel marchê e espelho em papietagem.

No segundo dia a proposta era fazer uma máscara. E que dia incrível, cada um criando a sua, buscando referências, tudo sob orientação da Marcia. Eu não gosto muito de ver outras peças, para não me influenciar. E ali mesmo, na hora, fiz dois desenhos e escolhi um para ser a minha referência. Aprendi muito com esse exercício.

    
Estou super concentrada na aula, papietando a minha máscara. 

Na terceira aula fizemos um jogo da velha, algo bem lúdico e sim, que pode ser feito com as crianças. Na última parte da aula começamos a pintura, primeiro demos uma demão de tinta branca, para cobrir o jornal. A grande maioria das minhas peças já estavam secas. Na verdade, era preciso fazer mais camadas, mas como o tempo era curto, duas foram suficientes para aprender a técnica.

Adoro essa mesa cheia de tintas, pincéis e pessoas se divertindo.

No último dia nos dedicamos apenas a pintura. Eu que pensei em fazer uma máscara mais parecida com uma coroa, no final seguiu outro caminho e virou uma pássaro, meio ser da natureza... não sei definir.

        
Máscara quase pronta e o espelhinho que eu tinha acabado de pintar.

Ficou faltando pintar o rosto, mas vou fazer em casa e mostro para vocês. Saí tão inspirada, tão feliz desse curso, foi a mesma sensação que tive no curso de casinhas de argila. Sujar as mãos, mexer com terra, com tinta, com cola...é muito gostoso. E o melhor, temos que ficar longe do celular, e isso foi libertador.

   
Algumas peças de referência trazidas pela professora.

E você como mantém sua mente sã e criativa?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Presépio de Crochê

Faz alguns anos que desejo fazer um presépio de crochê para mim, e sempre penso que vou começar em janeiro, para que no final do ano ele esteja pronto. Acontece que janeiro é sempre mais agitado, depois vem carnaval e quando você percebe já acabou o ano. Meu presépio montado, estou bem feliz com o resultado. Não imaginei como esse projeto traria tanta alegria para minha casa. E neste 2019 não foi diferente, ou melhor, foi. Janeiro passou, chegou o meio do ano e nada de presépio. Mas um dia, no final de setembro decidi começar a crochetar o meu. Bastou dar os primeiros pontos para que eu tivesse disposição e assim foi. Antes mesmo de novembro terminar eu já estava com oito personagens prontos, que ao meu ver são os essenciais.             Alguns registros que fiz na execução dos três reis magos. Ontem, primeiro de dezembro montei meu presépio de crochê, usei uma base de mdf pintada (feita por mim que vai entrar na loja) para o fundo, e ficou lindo! Não imaginei como e

Presente de Aniversário - Aula Com a Lugastal

Segunda foi meu aniversário, e não consegui preparar nenhum post com antecedência - aliás isso está virando uma constante na minha vida de aspirante a blogueira. E não é porque não estou produzindo nada para compartilhar, muito pelo contrário estou numa fase super produtiva, mas não estou conseguindo me organizar para preparar os posts, aliás é preciso fotografar, passar as fotos para o computador, tratar as fotos, digitar o texto, é um trabalhinho considerável, que eu adoro, só não estou dando tanta prioridade neste momento. Um mar de Lindas! E só a minha de calça e blusa!  Algumas fotos são minhas, outras da Lu e das meninas Mas vamos o melhor dessa semana, rever minha querida amiga Lu Gastal. Quem está aqui há mais tempo sabe como eu e a Lu somos parceiras. Nos conhecemos num Patch Encontro promovido por ela em 2014 e desde então foram tantos eventos, feiras, aulas, passeios juntas. Quanta coisa boa tem acontecido comigo nos últimos tempos.              Quanto carinh

A Chita É Chique?

Para inaugurar essa nova etapa do blog, nada melhor que começar com um post bem colorido e cheio de histórias. Quem não conhece a chita, não é mesmo? Esse tecido mega colorido que era considerado de baixa qualidade, e agora começa a ganhar novos ares e novos lares também. Digo era, porque numa pesquisa rápida, descobri que tem estilista produzindo peças incríveis com ela, vem comigo. Quem me conhece um pouco mais sabe que adoro livros, e sempre dou uma olhadinha nas livrarias para conhecer as novidades. Numa destas, encontrei esse daqui: Uma Festa de Cores Memórias de um Tecido Brasileiro, que logo me chamou a atenção pelas cores. Ele conta a trajetória da chita no Brasil e como aqui se fez presente em muitos lares brasileiros. Os desenhos (ou melhor, colagens) são de Anna Gobel, com textos de Ronaldo Fraga. Não tive dúvida, comprei na hora! "Estampas falam, cores suspiram...mas só a chita canta e dança." Algumas páginas do livro, as imagens foram feitas com pedaç